domingo, 19 de fevereiro de 2012

Como tocar Flauta Doce



Veremos um modo básico para iniciantes de como Tocar a Flauta Doce
Esta atividade introdutória com flauta doce soprano é dirigida a crianças a partir de 6-7 anos de idade. Pode ser realizada sob a orientação de pais ou professores. Não exige conhecimentos prévios ou domínio do instrumento. Os objetivos são familiarizar a criança com a flauta e capacitá-la a reconhecer o nome dos sons e a tocar algumas canções folclóricas.
Conhecendo o instrumento
Para tocar a flauta doce, sopramos na boca. O ar que sopramos passa pela abertura e pelos orifícios e produz som. Veja a figura.
Temos de usar os dedos também. Com os dedos tapamos alguns orifícios
e, assim, produzimos sons variados.
Observe na figura como segurar a flauta doce. Nesta posição o ar sai na direção certa e não
precisamos fazer força para respirar. Ao tocar, a respiração também é importante: aspire o ar pelo nariz e solte-o pela boca, suavemente.
A boca fica sobre o lábio inferior. Não é preciso enfiá-la dentro da boca. Feche bem os lábios em torno da boca para que o ar não escape pelos lados.
Fazendo uma experiência
Lembre-se do que você aprendeu e experimente soprar a flauta. Apenas sopre na boca, sem se preocupar com os orifícios. Primeiro com força. Depois suavemente. Repita várias vezes.
Quando começar a tocar, sempre diga “tu” baixinho. A sua língua vai ficar na posição correta para assoprar. Experimente com esta canção:
Importante
Eleve a flauta ao tocar, pois se ficar abaixada demais, o polegar da mão direita perde a função e você passa, inconscientemente, a apertar os orifícios com a finalidade de “segurar” a flauta.
Como segurar a flauta doce
É muito importante manter todas as partes do corpo o mais natural possível. Porém é necessário deixar bem claro que, quando seguramos um instrumento com as duas mãos e ao mesmo tempo devemos movimentar os dedos, nós não podemos falar de uma posição completamente relaxada mais temos que tentar o máximo possível.
Aprendendo a usar os dedos.
A flauta doce tem oito orifícios. São sete na frente e um atrás. Veja na figura o lugar de cada dedo. Você não pode  trocá-los de lugar.
Você deve fechar completamente os orifícios com a polpa dos dedos, para não deixar o ar escapar. Não use a ponta dos dedos.
Conhecendo alguns sons:
Você pode tapar um ou mais orifícios da flauta ao mesmo tempo e soprar. Dependendo das combinações que fizer, o som vai ser diferente. Os sons têm nomes:

dó, ré, mi, fá, sol, lá, si

Com sua flauta, faça essas experiências:
Tape todos os orifícios e assopre.
Agora comece a destapar um orifício de cada vez e a assoprar. Comece pelos orifícios de baixo (mão direita) e vá subindo até o 1º (mão esquerda).
Comece, então, a tapar os orifícios de cima (mão esquerda) e desça até o último.
Repita várias vezes. Ouça com atenção.
Observe os quadrinhos. Cada um mostra como tocar um som: basta você tapar os orifícios marcados com vermelho e assoprar. Nesses casos, orifício de trás fica sempre tapado. Experimente tocar cada som várias vezes.
Tocando sentado
‐ Sentar na ponta da cadeira;
‐ Deixar reta suas costas;
‐ Relaxar os ombros;
‐ Deixar cabeça e pescoço relaxados;
‐ Não juntar e nem separar demais os cotovelos;
‐ Manter os pulsos retos o máximo possível;
‐ Não cruzar as pernas;
‐ Manter os pés em posição natural.
Tocando em pé
‐ Esteja em equilíbrio, não incline para frente ou para trás;
‐ Mantenha reta suas costas;
‐ Mantenha os ombros abaixados;
‐ Não deixe a cabeça na direção dos ombros ou para frente ou para trás.
Posição das mãos e dedos
Mão esquerda na parte superior da flauta e mão direita na parte inferior. (Sem alterações para quem é canhoto ou destro).
Disposição do chamado “dedilhado”
Polegar da mão esquerda no orifício de trás da flauta (0), indicador no primeiro orifício (1), dedo médio (2), anelar (3), dedo mínimo fica de fora porém mantido na posição relaxada e não escondido atrás da flauta.
Polegar da mão direita em “apoio” atrás da flauta, indicador no quarto orifício (4), dedo médio (5), anelar (6), dedo mínimo (7). Os orifícios 6 e 7 podem ser fechados somente pela metade.
Tocando Algumas Canções
Léo
Capelinha do Melão
Afinação na flauta doce:
Costumamos ouvir que a flauta doce é um instrumento desafinado. É importante dizer que afinação é uma constante no aprendizado musical de qualquer instrumentista. No caso da flauta doce, esta depende de vários fatores: da temperatura da flauta, da intensidade do sopro e do equilíbrio do som emitido, do dedilhado, do conhecimento das irregularidades de
seu instrumento, do bom estado de conservação do instrumento. Falaremos então sobre como conhecer o seu instrumento e também sobre como conservá‐lo.
Para saber quais as irregularidades que cada instrumento possui, podemos usar um afinador, um aparelho que nós da a  freqüência em Hertz (hz) de cada nota/altura. Assim posso fazer diferentes dedilhados e obter uma mesma nota além de “mapear” o instrumento, ou seja, saber exatamente quais serão as dificuldades com a afinação. Lembrando que mesmo os instrumentos fabricados em série, além da grande diferença de sonoridade, possuem diferenças na afinação.
Como resolver um problema de afinação:
No caso da flauta doce é possível corrigir a afinação através dos orifícios, colocando uma ajuda de massinha ou cera de abelha. Um pouco mais ou um pouco menos aberto cada orifício, pode fazer uma diferença enorme. Mas soluções mais simples podem ser, outro dedilhado para a nota com problema, ou mesmo, uma quantidade menor/maior de ar para
produzir a nota com problema.
Cuidados com o instrumento:
Para os instrumentos de resina/plástico é necessário lavá‐los com água e sabão. Use cotonetes para auxiliar o processo de secagem dos orifícios. Um instrumento sempre limpo proporciona uma boa emissão sonora. Para instrumentos de madeira, sempre que utilizá‐los, deixe‐os abertos (desmontados) para respirar e secar. Nunca lave.
Não deixe‐os cair, não bata‐os em superfícies, e tome muito cuidado ao colocar os dedos na janela da flauta. É uma parte muito sensível e importante do instrumento.
Quando a flauta estiver com um “som estranho”, pode ser que esteja com gotinhas de água condensadas no canal. Então, cuidadosamente, coloque o dedo na janela, tampando‐a, e sopre bem forte para desentupir.
Para quem possui instrumentos construídos por luthiers, é extremamente importante, leválos para manutenção. O construtor precisa saber como está o instrumento. No Brasil temos a oportunidade de ter alguns construtores em atividade.
COMENTÁRIOS PARA OS PAIS OU PROFESSORES
Na parte inicial da atividade, a criança aprende a segurar o instrumento e treina como soprá-lo. Deixar que ela manuseie livremente a flauta e i dentifique as características apresentadas no desenho.
Insistir com a respiração (aspiração pelo nariz e expiração pela boca) in dicada para esta fase inicial, até que se torne automática. Em sala de au la ou em casa, deve-se manter um clima alegre e descontraído, permitindo que as crianças experimentem, errem, brinquem até acertar.
O truque do “tu” ajuda a perceber o movimento que a língua deve fazer quando se assopra a flauta. Em situação de sala de aula, pode-se pedir que cada aluno repita o “tu” e depois a classe em conjunto, várias vezes, ora batendo palmas, ora variando a intensidade e o andamento. “Tocar” uma melodia conhecida como a do Pirulito vai auxiliar a criança a notar que deverá acentuar as sílabas mais fortes.
O treino dos dedos nos orifícios pode ser precedido de exercícios (sem a flauta) de abrir e fechar as duas mãos; fechar a mão e levantar um dedo de cada vez; juntar os dedos das duas mãos, um a um, etc. Ao treinar com a flauta, orientar para que ela faça uma leve pressão do dedo no orifício, mas sem força. No início nem sempre a criança consegue o som
perfeito de cada nota. O importante é treinar a posição dos dedos.
A experiência de assoprar a flauta enquanto tapa e destapa os orifícios em seqüência serve para introduzir a escala de sons. Para aprender os nomes dos sons, podem ser feitas brincadeiras como dividir a classe em sete grupos, cada um representando um som. A classe fala em voz alta a seqüência da escala e os respectivos grupos levantam, fazendo um sinal com a mão. Pode-se usar uma bola, que será passada de grupo em grupo conforme a escala é repetida em voz alta.
Se possível, chamar a atenção da criança para o fato de que os sons podem ser mais longos ou mais curtos (duração) e mais graves ou mais agudos (altura). Na primeira partitura (Léo), há uma indicação de que a mínima é mais longa e a semínima, mais curta.
As canções são apresentadas com partitura para que a criança tome contato com as figuras e comece a aprender a leitura de notas musicais. Ao lado de cada canção aparecem as notas que serão usadas. Antes de tudo, treinar as notas; depois ir lendo e tocando cada nota na partitura individualmente, apenas para reconhecimento. Daí pode-se começar a tocar a
canção. Se possível, antes cantar a canção ou tocá-la para a criança ouvir.
As canções são apresentadas em grau crescente de dificuldade. A primeira é a mais fácil, pois se usa apenas a mão esquerda e duas notas.

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